O crescimento do e-commerce no Brasil
12 05 2008
Nesta última semana foi divulgada a 10ª edição da pesquisa sobre comércio eletrônico no mercado brasileiro realizada pela Fundação Getúlio Vargas. A pesquisa considerou 419 empresas de vários setores e seu objetivo é fornecer subsídios que ajudem no entendimento do cenário atual e suas tendências.
De acordo com os dados, o valor movimentado do comércio eletrônico nacional representa hoje cerca de 55% de todo o mercado nas transações negócio-a-negócio (B2B) e pouco mais de 19% do total quando se trata do modelo negócio-consumidor (B2C). Este resulta mostra a tendência das negociações virtuais levando em conta o tempo de existência deste ambiente. Outra importante conclusão da pesquisa foi com relação ao crescimento dos volumes de negócios iniciados através da internet e concluídos no ambiente físico.
Alessandro Gil, diretor de marketing da Ikeda, empresa que gerencia plataformas de comércio eletrônico, essa é uma tendência já solidificada em países como Estados Unidos e configura o modelo ideal de negócios. De acordo com Alessandro, em 2008 muitos players que ainda estavam fora do comércio eletrônico nacional - como a rede de supermercados Wal-Mart e algumas outras situadas na região nordeste do país - adotarão o modelo de negócios virtuais e acabarão por acabar com a hegemonia de quem domina o setor, como a B2W, dona de sites como Americanas.com e Submarino. “Veremos o segmento crescer muito, principalmente no segundo semestre. A concorrência e o mercado ficarão mais distribuídos, fato que tende a fomentar a movimentação online”, acredita Gil.
O estudo realizado apresentou ainda que as empresas continuam considerando como mais importantes os aspectos de relacionamento com clientes, privacidade, segurança e alinhamento estratégico, buscando a utilização do comércio eletrônico nos processos que envolvem troca de informação e transações.
FONTE: Fundação Getúlio Vargas.